Desemprego cai para 5,4% em outubro e chega ao menor patamar da série histórica
O número de pessoas desempregadas caiu para 5,9 milhões
O número de pessoas desempregadas caiu para 5,9 milhões e chegou a 5,4% no trimestre encerrado em outubro, menor patamar da série histórica registrada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O percentual teve uma queda de 3,4% no período, o que representa uma redução de 207 mil pessoas no trimestre e 11,8% (menos 788 mil pessoas) no ano.
Em contrapartida, a população ocupada atingiu 102,6 milhões de trabalhadores, mantendo estabilidade no trimestre, mas com crescimento de 926 mil pessoas na comparação anual.
Os dados da Pnad Contínua foram divulgados nesta sexta-feira (28) pelo IBGE. A pesquisa mostra que o nível de ocupação, proporção de pessoas ocupadas entre aquelas em idade de trabalhar, ficou em 58,8%, estável tanto no trimestre quanto em relação ao mesmo período de 2024.
Panorama
A taxa composta de subutilização registrou o menor índice da série e ficou em 13,9%. O indicador permaneceu estável perante o trimestre anterior (14,1%) e recuou 1,5 ponto percentual ante o mesmo período de 2024 (15,4%). A população subutilizada, estimada em 15,8 milhões de pessoas, teve o menor percentual desde dezembro de 2014. A taxa manteve estabilidade no trimestre e queda de 10,1% no ano (menos 1,7 milhão).
A população subocupada por insuficiência de horas somou 4,6 milhões, número estável no trimestre e 9,2% menor no ano. Já a população fora da força de trabalho cresceu e chegou a 66,1 milhões. O resultado representa um aumento de 0,6% no trimestre (mais 425 mil pessoas) e de 1,8% no ano (mais 1,2 milhão).
O número de desalentados (pessoas que não estão procurando emprego) permaneceu em 2,6 milhões, estável no trimestre e com queda de 11,7% no ano. De acordo com o IBGE, a proporção ficou em 2,4%, também estável, mas 0,3 ponto percentual abaixo da registrada em 2024.
Emprego no setor privado e informalidade
O total de empregados no setor privado chegou a 52,7 milhões, recorde da série, embora sem variação significativa no trimestre ou no ano. Conforme a pesquisa, o número de empregados com carteira assinada no setor privado (exclusivamente trabalhadores domésticos) foi novamente recorde da série (39,2 milhões), com estabilidade no trimestre e alta de 2,4% (mais 927 mil pessoas) no ano.
Já o número de empregados sem carteira no setor privado (13,6 milhões) ficou estável no trimestre e caiu 3,9% (menos 550 mil pessoas) no ano. O número de empregados no setor público (12,9 milhões) ficou estável no trimestre e subiu 2,4% (mais 298 mil pessoas) no ano.
O setor público empregava 12,9 milhões de pessoas, número estável no trimestre e 2,4% maior que o de 2024 (mais 298 mil).
Entre os trabalhadores por conta própria, o contingente chegou a 25,9 milhões e manteve estabilidade trimestral e crescimento de 3,1% no ano (mais 771 mil). A taxa de informalidade ficou em 37,8% da população ocupada, equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores, repetindo o percentual do trimestre anterior e abaixo dos 38,9% observados em 2024.
Rendimento cresce e registra novos recordes
A pesquisa mostra ainda que o rendimento real habitual registrou novo recorde. O valor chegou a R$ 3.528, estável no trimestre, e 3,9% superior ao de um ano antes.
Já a massa de rendimento real habitual alcançou R$ 357,3 bilhões, sem variação trimestral, mas com alta de 5% no ano (mais R$ 16,9 bilhões), novamente recorde.
Fonte: Midiamax


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