MS tem mais mulheres que homens e recorde de pessoas morando sozinhas, diz IBGE

Estado registrou recorde de pessoas morando sozinhas em 2025

MS tem mais mulheres que homens e recorde de pessoas morando sozinhas, diz IBGE
População. (Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil)

Mulheres agora são maioria e população idosa aumentou em Mato Grosso do Sul, conforme edição da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (17).

O dado se refere ao levantamento “Características Gerais dos Domicílios e dos Moradores” e corresponde ao ano de 2025, quando 1,071 milhões de domicílios foram registrados em MS.

Conforme a pesquisa, a população de mulheres chegou a 50,5% do total de Mato Grosso do Sul em 2025, enquanto a de homens alcançou 49,5%. Em 2012, a maioria era masculina (50,2%), contra 49,8% de mulheres.

Além disso, a partir dos 30 anos, as mulheres são maioria em praticamente todos os grupos, com exceção da faixa de 40 a 49 anos. Já os homens predominam em todas as faixas etárias até 29 anos.

“Esse padrão está associado à maior mortalidade masculina em todas as idades, o que resulta em maior concentração de mulheres entre os idosos”, explica o IBGE.

Pessoas que moram sozinhas

A pesquisa também mostra a proporção de domicílios com um único morador. Esse índice atingiu o maior patamar da série histórica em Mato Grosso do Sul.

Em 2025, as unidades domésticas unipessoais, ou seja, formadas por apenas um morador, chegaram a 20,1% em MS, consolidando-se como o maior patamar da série histórica e um aumento significativo em relação a 2012, quando essas moradias eram 14,2% do total.

O levantamento ainda aponta que um terço das pessoas que moram sozinhas é homem e tem entre 30 e 59 anos. A quantidade corresponde a 32,6% do total investigado. Outros 22,3% das unidades unipessoais são ocupados por mulheres, sendo que a maioria delas tem 60 anos ou mais.

Envelhecimento da população de MS

Conforme o IBGE, a distribuição da população por grupos etários evidencia uma clara tendência de envelhecimento. Em 2012, as pessoas com menos de 30 anos representavam 52,2% do total, percentual que caiu para 43,5% em 2025.

Já a população com 30 anos ou mais aumentou de 47,8% em 2012 para 56,5% em 2025. Entre os idosos, a participação dos que têm 65 anos ou mais evoluiu de 7,0% para 10,1% da população total em 2025.

Corte racial

Entre os participantes da pesquisa, 42,7% se declararam brancos em MS, enquanto 55,4% se identificaram como pretos ou pardos.

Esses números colocaram o Estado na 23ª colocação entre os estados brasileiros. Dentro do grupo dos pretos e pardos, 49,2% se declararam pardos e 6,2%, pretos.

Considerando a série histórica iniciada em 2012, quando o contingente dos que se declaravam pretos ou pardos representava 50,9%, houve aumento de 4,5 p.p. até 2025.

Casas próprias ou alugadas

Do total de domicílios analisados em MS, 51,7% (554 mil) eram próprios já quitados em 2025 e 9,6% (103 mil) eram próprios, mas ainda em processo de pagamento.

Já os imóveis alugados para moradia correspondiam a 27,2% (292 mil) do total analisado em 2025, e 11,1%, ou 119 mil, eram cedidos.

Em relação a áreas de ocupação, 0,3% (3 mil) imóveis enquadraram-se nesse tipo de condição, como casos de invasão.

Na comparação entre 2024 e 2025, a categoria de domicílios alugados foi a que apresentou maior crescimento, com alta de 8,1%, o que corresponde a um acréscimo de 22 mil unidades.

Já no período de 2016 a 2025, é observada uma tendência contínua de redução na proporção de domicílios próprios já quitados, que passou de 59,4% para 51,7%.

Em contrapartida, o número de domicílios alugados cresceu de 175 mil, em 2016, para 292 mil, em 2025. Esse aumento é de 66,9%, equivalente a mais 117 mil unidades.

Em comparação com os demais estados brasileiros, Mato Grosso do Sul tem o 3º menor percentual de domicílios próprios já quitados, o 4º maior percentual de casas próprias ainda em pagamento, o 6º maior índice de casas alugadas e o 4º maior percentual de domicílios cedidos.

Estrutura das moradias

A pesquisa mostrou que, em MS, predomina o uso de gás de botijão ou encanado (98,2%) nas casas. Na sequência, aparece a energia elétrica (41,6%) como segunda forma mais usada para o preparo de alimentos, seguida de lenha ou carvão (7,3%) e outro combustível (0,2%).

Em números absolutos, energia elétrica foi o item que apresentou o maior crescimento entre os combustíveis usados no preparo de alimentos, chegando a 89,8%. O salto foi de 235 mil domicílios em 2016 para 446 mil domicílios em 2025.

Já em relação à quantidade de casas com ligação à rede geral de distribuição de água, Mato Grosso do Sul ocupa a 4ª posição no ranking nacional, com 92% dos domicílios, o que representa 986 mil unidades.

O estado fica atrás de São Paulo (96,5%), Distrito Federal (95,4%) e Rio Grande do Sul (92,3%), consolidando-se entre as unidades da federação com maior cobertura nesse serviço essencial.

A PNAD Contínua também mostra que 99,2% dos domicílios de Mato Grosso do Sul têm geladeira, a 6ª maior porcentagem do país.

Em relação à máquina de lavar, as casas de MS com esse item passaram de 62,9% em 2016 para 86,1% em 2025, colocando o Estado em 7º lugar no ranking nacional.

Casas com carro e moto

Além disso, MS é o 4º estado brasileiro com o maior percentual de domicílios com carro ou moto, correspondendo a 60,2% das casas. Dessas, 34,3% têm motocicletas e 21,5% têm carro e moto.

No ranking nacional, MS tem o 6º maior percentual de domicílios que possuem carro, 12º maior com posse de moto e 4º maior que possuem ambos.

 

Fonte: Jornal Midiamax