Valor da cesta básica de Campo Grande tem menor crescimento do país em maio
Preço do conjunto de alimentos representa 56% do salário mínimo
A cesta básica em Campo Grande ficou 1,73% mais cara no mês de maio, com valor de R$ 841,19. A variação foi o menor índice de todas as capitais do país. Conforme levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), em parceria com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), o valor do conjunto de alimentos consome 56,1% do salário mínimo, atualmente em R$ 1.621, considerando o desconto de 7,5% referente à Previdência Social.
A variação do valor no ano de 2026 apresenta alta de 8,41%, enquanto o percentual entre maio de 2025 e maio de 2026 acumula 6,56%. A cesta básica de Campo Grande foi a 8ª mais cara do Brasil no último mês, atrás de São Paulo, Cuiabá, Rio de Janeiro, Florianópolis, Porto Alegre, Curitiba e Vitória.
Preços da batata e tomate disparam
Dos 13 produtos que compõem a cesta básica, apenas três tiveram aumento em seu preço médio em Campo Grande. No entanto, a alta dos alimentos foi significativa.
A batata teve aumento de 46,71% no custo aos consumidores, enquanto o tomate registrou alta de 21,37%, seguido do feijão carioca, com crescente de 8,37%. Os demais itens tiveram queda no preço, ainda que menos expressivas.
São eles: banana (-10,84%), café em pó (-7,86%), açúcar cristal (-4,35%), manteiga (-2,23%), óleo de soja (-1,35%), leite integral (-1,32%), carne bovina de primeira (-1,11%), farinha de trigo (-0,91%), pão francês (-0,55%) e arroz agulhinha (-0,24%).
Já no acumulado dos últimos 12 meses, sete alimentos aparecem com o preço elevado, com destaque para o feijão carioca (46,62%), o tomate (29,93%) e a batata (29,86%). Três itens tiveram redução acima dos 10%, como o açúcar cristal (-22,81%), o arroz agulhinha (-20,27%) e o café em pó (-12,15%).
Alta em todas as capitais
Campo Grande não foi a única capital a apresentar alta no preço da cesta básica em maio. Pelo contrário, todas as 27 capitais brasileiras registraram aumento no preço.
No ranking nacional, inclusive, a Cidade Morena teve o menor aumento, com 1,73%. Os maiores crescimentos foram em Recife (8,05%), Florianópolis (7,81%), Fortaleza (7,48%) e Porto Alegre (7,24%).
Além disso, segundo o Dieese, o salário mínimo ideal deveria ter sido R$ 7.999,44, cerca de 4,93 vezes o atual no Brasil.
Fonte: Jornal Midiamax

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